theme por sk8er-girl; base por stupefys, com alguns detalhes retirados de desesperancoso, elasocurtejackdaniels e im-mutable. um aviso: se tu copiar e/ou se inspirar, ou até pensar em fazer um dos dois, eu meto uma vassoura no teu cu flw? flw. tenha vergonha na cara e criatividade também. grata.







Coloquei s-e-r-e-n-a-r aqui no meu tumblr de história pra não perder
(Source: u-nderstate)

Tá, eu sei que eu tinha acabdo de beijar o cara que eu amo. E agora, no entanto, estava eu ali, com Kaio; mas eu caio no esquema de que Kaio é exatamente o tipo de cara ao qual é praticamente impossível resistir, com toda a marra que ele tem, e o jeito incrível. Eu não sei o que fazer em sua presença, e sempre foi assim, desde que nos conhecemos, e até mesmo quando namoramos.
Eu e Kaio tivemos um passado juntos, e eu não podia negar isso, simplesmente. Eu conhecia ele melhor do que ninguém, se é que posso dizer isso; conheço seus beijos, suas caras, o sorriso… Tudo. Mas como era Chris que eu amava, pus as mãos em seu peito e o empurrei. Seus braços fortes se estreitaram ao meu redor, e pareciam ferro. Minha alternativa foi entrelaçar a mão em seus cabelos, dando por uns instantes certa esperança à ele, depois puxá-los. Logo seus braços afrouxaram e eu o soltei, me afastando dois passos.
- Rainha da gentileza.
Dei um sorriso: - Sempre à postos.
Ele me olhou de cima a baixo.
- Há uma coisa que você realmente não pode negar.
- Ah, é? E o que seria isso?
- Você gostou.
- Kaio, quer que eu lhe diga o que? Você beija bem, certo, mas definitivamente não é o que eu quero pra mim.
- Você já quis um dia. - Sua voz saiu meio embargada, com uma leve transmissão de ofensa.
- Olha, escuta. Não sei bem como lidar com isso. Mas quem veio até aqui “atrapalhar” o meu momento foi você. Não pedi nada pra você e minha vida e o que eu faço ou deixo de fazer não cabe mais a você cuidar. O que aconteceu foi tudo uma consequência.
Dei as costas pra ele, que ficou apenas me olhando com um ar meio atarantado. Não sei se ele se arrependeu de ter ido até lá, de ter me beijado ou qualquer coisa. Eu estava preocupada mesmo em ir atrás de Chris, que sabe lá o que estaria fazendo nesse momento.
Quando o encontrei, ele estava do lado de fora da Academia ainda, andando por aí, observando e olhando sabe-se lá o que. Cutuquei seu ombro e ele se virou para me ver. No que isso aconteceu, ele me abraçou e eu não fiz nada além de passar meus braços ao redor do seu pescoço, aproveitando o momento. Quando ele parou pra me olhar, sem ainda afastar os braços da minha cintura, eu sorri pra ele, e ele pousou os lábios nos meus. Nos beijamos mais uma vez e, diferente do que eu pensava, foi melhor do que a primeira vez.
Quando voltamos a nos afastar, tudo o que eu fiz foi virar de costas pra ele e me encostar, com seus braços se estreitando ao meu redor. E foi ali que eu soube que, não importando a circunstância, em seus braços eu estaria segura.

- Porra garota, eu sei que você me ama; mas isso foi exagero. - Disse Kaio, enquanto sinalizava o nariz. Ele tirou sua camisa de marca, enrolando-a e começou a limpar o sangue; acabou ficando apenas com uma camiseta simples.
- De onde você tirou que eu ainda te… - gaguejei - Quer saber? Cala essa boca.
Ele deu um sorriso sarcástico, acompanhado de olhos faíscantes pra mim. Suspirei, apenas, enquanto eu e ele nos olhávamos, sem desviar.
- Já que vocês tem tanto a acertar, eu me retiro. - Christian disse.
Não tive tempo nem de protestar, no que eu me virei para vê-lo, ele já havia dado as costas e chego quase no meio do caminho. Voltei-me para Kaio:
- Estou muito grata. Ele foi embora agora.
- Jura? Nem percebi.
Lancei um olhar meio incrédulo e fulminante pra ele, que só deu de ombros enquanto dizia: - Que foi? Pessoas insignificantes são quase invisíveis pra mim; estou preocupado com o meu nariz, a propósito.
- Eu não ligo pro seu nariz.
- Você deveria. Vamos, me ajude a pelo menos limpar esse sangue que, para todos os efeitos, é culpa sua.
- Minha? O papel de idiota aqui cabe a você, não a mim.
- Acho que minha sorte é que você gosta de mim, se não, sabe lá o que mais você teria quebrado não?
- Eu não gosto de você, deixemos isso claro, tá?
- Ah é? Mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira, nunca te falaram isso?
- Kaio, por que você não fecha logo essa boca e pára de me encher a paciência?
- Escutar a verdade te irrita tanto assim?
Bufei e dei as costas pra ele, andando pra longe dali. Mas é claro, a mão dele segurou meu pulso.
- Por favor, mantenha sua outra mão ao lado do corpo, longe do meu nariz. E aonde você pensa que vai?
- Contanto que seja longe de você, não me importo com o lugar.
- Você quer ficar longe de mim, justo quando o que te faz mal são seus “amigos”?
- Meus amigos? Ah, como se você soubesse de algo sobre eles.
- O que te garante a certeza de que eu não sei de nada? Já passou da idade de ser imatura, Elizabeth.
- Eu não sou imatura. Sei muito bem o que faço, e sei escolher o que é bom pra mim.
- Discordo. Mas não é como se você confiasse o suficiente em mim; comece a dar confiança pras pessoas certas.
- E quer que eu acredite, mais uma vez, que você é a pessoa certa?
- Eu alguma vez já menti pra você?
Dizendo isso, ele soltou meu pulso e passou um dos braços em minha cintura, grudando-me a ele.
- Você tem 3 segundos pra me soltar. - falei.
- Em três segundos, você não vai nem lembrar qual é o teu nome.
E então ele me beijou, e eu senti a mesma ardência já conhecida percorrer meu corpo como uma corrente elétrica. Mesmo sentindo raiva dele naquele momento, por tudo, só me restou agarrar sua blusa e puxá-lo mais pra perto.
*Criado com a ajuda de B. C.*

Me levantei da mesa e fui caminhando em direção à porta do salão, mas uma mão envolveu meu braço.
- Elizabeth - meu nome não foi pronunciado com mágoa, nem com raiva por Christian.
- Olha - me virei para encará-lo - eu sei que lhe devo desculpas, mas agora com certeza não é uma boa hora. Quase bati em Kaio há poucos minutos atrás e ele, por pouco, não me meteu em uma bela confusão.
- Não estou lhe pedindo nada, estou? Vamos lá fora conversar.
- Vamos.
Ele soltou meu braço e nos pusemos a caminhar lado a lado. Até deixarmos o edifício, podia sentir olhares em minhas costas, mas não liguei pra isso. Ao chegarmos lá fora, me deitei no lindo gramado e Christian sentou-se ao meu lado. Ficamos em silêncio por alguns instantes, até eu falar:
- Me desculpe.
- Seu orgulho, onde está? - Ele debochou.
- Oras, eu sei reconhecer quando eu erro - falei, olhando o céu, que estava estrelado.
- Eu não devia ter mexido nas suas coisas…
- Ssshh, quieto.
Ele se deitou ao meu lado, apontou para o céu e disse: - Está vendo ali?
Assim, começamos a imaginar formar nas estrelas, traçando desenhos e rindo das coisas que nós mesmo dizíamos. Quando uma estrela cadente atravessou o céu, eu disse:
- Ali, Chris! Faça um pedido!
Seus olhos foram de encontro aos meus e ele se levantou um pouco, ficando apoiado em um dos cotovelos. Seu cabelo e seus olhos eram da cor do céu noturno, e de igual profundidade, como sempre. Ele colocou uma das mãos em meu rosto e seu polegar roçava em minha pele; ele se inclinou e pousou os lábios nos meus, de leve. Passei minha mão em seu rosto e ele e eu nos sentamos, sem nos afastar.
Ele me puxou mais pra perto, com a mão em minhas costas; entrelacei meus dedos em seu cabelo e correspondi ao beijos. Foi como uma explosão: nossos lábios unidos, o beijo quente e doce, carregado de uma paixão recíproca, tanto minha, quanto dele.
- Eu realmente adoro romantismo, e cenas como essas, de amor juvenil, comovem meu coração.
Ao ouvir a voz de Kaio, nos separamos e nos pusemos de pé.
- Dá o fora - disse Christian.
- Eu vou aonde eu quiser.
Kaio estava de camisa, e Christian o segurou pelo colarinho, tirando uma certa vantagem de ser mais alto, e o jogou no chão.
- Meu papo é com ela, seu idiota - Kaio disse, ao se por de pé.
Christian se moveu, mas eu me adiantei: - Está certo, temos mesmo alguns assustos pendentes.
Me aproximei dele e coloquei meu punho fechado em seu nariz.

Quando chegou a hora do jantar, a única coisa que me impediu de ir atrás de Kaio e colocar minha mão em sua cara foi Ash, que andava segurando meu antebraço, e Petrus que tinha a mão em meu ombro.
- Que mal vai fazer afinal? Alguns iam até achar graça, ainda mais se eu quebrasse o nariz dele.
- E você precisa de mais uma briga pro seu histórico? - disse Ash.
- Tá, tá bom - bufei. - Me soltem; eu sei me controlar.
Eles me soltaram bem quando viramos no corredor, prestes a entrar no refeitório, que era mais um grande salão, pra dizer a verdade. Encostado casualmente perto da porta, estava Kaio; ele falou:
- Eliza, soube que saiu de seu quarto de hospital.
Avancei para ele, e parei bem perto, olhando-o nos olhos: - Descobriu sozinho, ou será que precisou de alguma ajuda?
Ele ergueu as mãos, como quem se rende: - Opa, opa, o que aconteceu? TPM?
- Fecha a matraca, vai.
- Calma Liz, precisamos conversar…
- Precisamos o cacete! Não tenho nada pra falar com você.
Dizendo isso, lhe dei as costas e passei por Ash e Petrus, que haviam parado aonde estavam, e por umas pessoas que presenciaram a cena. Parei quando vi que Ash e Petrus mal haviam se movido.
- Qual é? Não bati nele, fiquem contentes - eu falei, meio que agitando os braços.
Eles só deram risada e balançaram a cabeça, e depois saímos dali; fomos procurar uma mesa onde sentar, e adivinhe com quem nos sentamos? Christian. Ele estava com mais uns amigos nossos: John, Isabelle, Blanch, Lorena e Sebastian.
- Boa noite pra vocês - eu falei, logo depois de Petrus os cumprimentar.
- Se sente bem? - perguntou Blanch, dirigindo-se a mim.
Assenti com a cabeça e ele sorriu: - Isso é muito bom.
- Você fugiu do seu quarto de hospital, certo? - disse Sebastian.
- Oras, eu não tinha porque ficar ali.
Eles riram com o fato de eu quase nem me importar com meu estado físico; mas eu estava bem, mesmo.
- É, e foi por justamente isso que quase se meteu em uma bela confusão. - Ao ouvir a voz de Christian, olhei para ele; porém, ele brincava com a comida em seu prato, e não olhava para mim. - Kaio aprontou de novo, certo?
Ele estava tirando proveito de estar certo e eu lhe dei essa oportunidade.
- É.
- Qual foi a da vez?
- Pergunte a Ash ou a Petrus. Estou de saída. - Disse, me levantando da mesa.

Ash e Petrus entraram em meu quarto. Ash com suas feições bonitas, magra e os ondulados cabelos ruivos. Petrus com a mesma postura levemente marrenta, cabelos num tom de chocolate e os olhos verdes, corpo esguio. Era inteiro atraente, e as meninas babavam nele. No entanto, eu, nunca o vira de um jeito que não fosse meu amigo, reclamão e bem humorado ao mesmo tempo.
Ele era um dos meus (alguns) amigos; Ash era minha única amiga. Acho que as meninas tinham uma leve implicância comigo, é.
- Por que faz isso? Sumir assim? - Ash questionou.
- Não estou mais falando com você; viu a comitiva que você conseguiu reunir?
- O colégio estava procurando você - defendeu Petrus.
- Ah, e viraram Algerian do avesso antes de virem ao meu quarto? Vocês são mesmo a favor do prático.
- Achamos que tinha ido embora. Havia um bilhete em sua cama, com a sua letra. Eu estava na sala de espera, Ash foi me chamar pra que entrássemos pra te visitar, e nos deparamos com o bilhete.
Ashley se sentou ao meu lado, tirando do bolso um pedaço de papel e o entregando a mim; dizia: “Não procurem por mim; não irei voltar. Isso é um adeus.”. A caligrafia era minha; ou melhor, idêntica à minha.
- Seu quarto foi uma das coisas que esperamos pra procurar. Do jeito que você é, não esperávamos a encontrar aqui. Nesse meio tempo - disse Ashley - os boatos correram e em uma hora o colégio todo sabia, e Leona foi avisada.
Não pude deixar de sorrir: - Olha só, vocês me obedecem; digo, mais ou menos, certo? Acreditaram mesmo que eu tinha ido, e nem no meu quarto procuraram primeiro. - Ela me encarava meio abismada, e Petrus só ria - Do mesmo jeito, vocês deram por minha falta, olha só que legal.
Petrus disse: - não esperava outro comentário de você.
- E, hum, amanhã descubro quem fez isso - falei, guardando o bilhete no bolso.
- Não se dê ao trabalho - falou Ash -, vimos Kaio saindo de lá logo antes de chegarmos.
- Qual a conclusão? - Perguntei.
- Kaio é culpado. - Petrus que me respondeu.
Maldito, pensei, Maldito seja esse muleque. Suspirei e repeti mentalmente: eu não me importo, eu não me importo, eu não me importo… Droga, eu me importo sim.

- Veja seus modos, Srta. Buddelaire - disse a Sra. Kurt - Diga-me: por que diabos saiu de seu quarto?
- Diabos? - eu disse, meio debochante - Eu estou em meu quarto.
- Não zombe de mim. Sabe do que falo;não havia recebido alta.
- Eu estou bem, minha sanidade mental está intacta e não tenho nenhum dano físico.
Ela se voltou aos demais presentes: - Deixem-nos. Temos assuntos a tratar.
Meio segundo depois a comitiva havia ido; suspirei.
- Que visão estava tendo antes de seu desmaio?
Fiz um esforço para lembrar, mas nada me veio; senti como se houvesse um paredão negro: algo que eu não podia acessar. Memórias de outras visões me vieram, como a do garoto humano que ia morrer, e que no fim, ninguém pode salvar; a sirena que quase extraira energia demais de um dos geurreiros. Balancei a cabeça, afastando as lembranças.
- Não me lembro.
Ela viu a sinceridade no que eu dissera e inspirou profundamente:
- Suas visões já salvaram pessoas e nos ajudaram muito, e continuam ajudando. Só peço que mude um pouco sua postura. É algo que peço há muito tempo, eu sei, e sei também que você não se demonstra flexível quanto a tal. Mas eu ainda vou tentar, acho que um dia posso conseguir um avanço.
Meu sorriso não foi o que eu chamaria de encorajador. Ela suspirou e abriu a porta, saindo por ela. Ela era uma feiticeira do vento e, por natureza, era doce. Não desistia dos outros, e doava-se; mas com os fatos pelo qual já passara, e tendo que assumir uma postura de diretora, ela se tornara um pouco mais rígida. E seguia alternando entre esses dois opostos: sua doçura natural, e a rigidez que precisava assumir.

Eu adormecera sem perceber; na verdade, só notei quando fui acordada com batidas na porta. Não respondi. As batidas cessaram por uns instantes, retornando em seguida. Bufei e não respondi de novo, e me aconcheguei embaixo das cobertas. Haviam colocado a mão na maçaneta e começado a girá-la, quando eu reclamei:
- Ah não, nem tente!
Ouvi um suspiro aliviado de Ashley e depois a voz de Petrus: - Até que enfim,! Finalmente achamos você.
Bufei. Ah, que droga, já deram por minha falta? Que saco, quando eu ia fugir mesmo?
- Vamos, abra essa porta. Já cansei de esmurrá-la - reclamou Petrus.
Me dirigi a Ashley: - Ash, diga que você não chamou ninguém.
Ela, no entanto, nem precisou responder: - Srta. Buddelaire, abra a porta. Deve retornar à ala hospitalar.
- Uma ova que volto pra lá! - Retruquei, com a voz em um volume mais alto - E Ash, eu odeio você.
- Vai abrir logo essa porcaria de porta ou não? - Petrus reclamou novamente.
Suspirei e levantei-me, girei a chave e fui correndo de volta para minhas cobertas, enquanto dizia: - Cale essa sua boca Petrus. Você é um reclamão muito chato, sabia?
Depois de aninhada de novo nas cobertas, olhei a comitiva que se prostava em frente a minha cama: Petrus, meu grande e reclamão amigo; Ash, que juntara todo esse povo; a diretora Leona, ou Sra. Kurt, como preferia ser chamada; a enfermeira ruiva da ala hospitalar e os soldados, que somavam seis. Me perguntei qual deles me dissera que eu deveria abrir a porta, e me chamara de Srta. Buddelaire; devia ser o loiro de cabelos curtíssimos a frente dos demais.
Sorri; que cena cômica essa. Eu conseguia reunir 10 pessoas em meu quarto, apenas com uma pequena saída, uma pequena ida ao meu quarto.
- Vocês gostam mesmo de estardalhaço, não?

Ele me olhava, apenas; não dizia nada. Então ele se levantou, rumando até a porta e parando com a mão na maçaneta. Foi quando ele disse algo, enfim:
- Minha intenção não era aborrecê-la. Você faz da sua vida o que bem entender; acho que eu entendi isso, de verdade.
Então ele abriu a porta e saiu por ela; mas desta vez eu sabia que ele não ia voltar a me procurar. Nem nos próximos dez minutos, nem nas próximas horas, talvez nem amanhã. Eu queria ir lá, atrás dele e dizer o que estava entalado em minha garganta; eu devia me desculpar, mas não vou.
Juntei então todas as minhas coisas, amarrei os balões que estavam no balcão perto da janela em meu pulso para levá-los comigo de forma mais fácil. Desejei mesmo que estes pudessem me levar embora, longe daqui, das pessoas, do medo, das sensações em geral; quis pela primeira vez que o vazio que sempre sentira em meu peito se expandisse, e abrandasse tudo ao meu redor; que restasse o silêncio e eu.
Mas eu não faria isso, se pudesse. Então, ao abrir a janela do quarto em que eu estava, coloquei a mochila que achara, e na qual colocara minhas roupas, nas costas, com os balões em meu braço, decidi que estamparia novamente o sorriso em meu rosto.
Havia uma pequena sacada, de modo que foi mais fácil, tive que me segurar, porém me saí melhor do que esperava. Busquei pela ajuda do vento, que me deu uma mãozinha; quando cheguei ao chão, respirei fundo, e o ar relativamente úmido de Algerian encheu meus pulmões.
Cheguei ao meu quarto sem ser vista pelos guardas que espreitavam aqui e ali, cuja a missão era apenas proteger; mas se me pegassem, seriam mil perguntas e eu estava ferrada, provavelmente. Alguns de meus amigos (garotos em sua maioria, é), me viram e me cumprimentaram, e se disseram felizes por eu ter recebido alta. Como era simples enganar a si mesma, e consequentemente, os outros: um sorriso na face, cordialidade e desculpas bem projetadas tinham mesmo bons efeitos.